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Flash mob e panfletagem marcam Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil


12/06/2017 - 18:28




 

 

Conscientizar a população sobre os riscos causados pelo trabalho infantil e esclarecer que, ao comprar os produtos desses meninos e meninas, o cidadão colabora com sua permanência na rua foram os principais objetivos do flash mob (mobilização rápida) realizado nesta segunda-feira, dia 12 de junho, para marcar o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. 

 

 

A atividade, realizada pela equipe de gestão do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) da Secretaria Municipal de Assistência Social e Segurança Alimentar (SMASA), técnicos dos Centros de Referência de Assistência Social (CREAS), equipes do Movimento Vida Melhor (MVM),

e Patrulheiros Campinas, compõe o rol de ações preventivas ao trabalho infanto juvenil.

 

 

A mobilização ocorreu, entre 12h e 13h, na Rua Adão Focesi, próximo ao Campinas Shopping, identificado pelas equipes de abordagem do MVM como local com a presença recorrente de meninos e meninas vendendo balas no local. No final da tarde o grupo fez panfletagem na Avenida Princesa D'Oeste, sob o Viaduto São Paulo, conhecido como Laurão.

 

 

Os motoristas que passaram por esses locais receberam material informativo sobre os riscos e a proibição desse tipo de atividade no País. A rua, de acordo com os técnicos, é um campo fértil para o aliciamento de crianças e adolescentes tanto para o tráfico de drogas como para exploração sexual infantil. Os técnicos dizem ainda que, da mesma forma que a criança afirma estar trabalhando para ajudar em casa, pode angariar recursos para comprar drogas, além de ocorrer a exploração dessa mão de obra pelos adultos.

 

 

As pessoas acham que comprando a 'balinha' estão ajudando a criança, mas pelo contrário, elas estão mantendo esses meninos, que pararam de frequentar a escola, na rua. Afinal, enquanto encontrarem campo fértil para vender seus produtos continuarão persistindo nessa atividade, quando deveriam estar frequentando o ensino regular ou um curso profissionalizante. E assim se perpetua o ciclo da pobreza, que passa de geração em geração”, comentou a coordenadora técnica do MVM,  Verônica Rosa.

 

 

Prevenção

 

 

Para prevenir a situação de trabalho infantil, o MVM realiza ações de orientação junto às famílias atendidas pelas instituições que executam o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) oferecidos na rede socioassistencial da Prefeitura. Conforme a coordenadora técnica, a proposta é levar essa mesma atividade para as escolas públicas.

 

 

Quando é detectada uma situação de trabalho infantil, o educador social orienta, explica os riscos de acidente, de aliciamento, alerta que a lei proíbe o trabalho para crianças e adolescentes  e, na sequência, é feita uma visita domiciliar para conhecer a situação familiar desses meninos. Avaliam se as crianças e adolescentes frequentam alguma instituição, se estão na escola, se a família recebe algum benefício, entre outros levantamentos. Após a análise do caso são realizados os encaminhamentos. “Não ficamos apenas na abordagem, inserimos essa família na rede de proteção onde são atendidas e acompanhadas pelas equipes psicossociais”, explicou Verônica.

 

 

Em média, o MVM realiza 500 abordagens ao ano. Desse total, cerca de 200 adolescentes são ligados ao trabalho infantil. A coordenadora informa que “a média desses meninos e meninas é de 12 anos, mas nossa equipe já abordou crianças de 10 anos. É importante  frisar que essa mão de obra infantil é de crianças que não perderam o vínculo familiar, elas vêm para a rua para vender seus produtos e depois retornam para suas casas. Atualmente não temos crianças em situação de rua na cidade”, reforçou .

 

 

O MVM, em parceria com a Escola Técnica Arquimedes, também oferece cursos profissionalizantes para a capacitação desses adolescentes. Os cursos são ofertados por meio do Programa Construindo Autonomia para o Futuro (Procaf). Patrocinado pela Unimed Campinas, todo semestre são disponibilizadas 25 vagas para cursos de mecânica, logística, administração, RH, eletricista, entre outros. Além da capacitação, os interessados recebem bolsa para ajuda de custo, vale refeição e vale transporte. “O Procaf tem sido um sucesso, temos adesão de quase cem por cento desse público que faz cursos voltados para o mercado de trabalho”, ressaltou Verônica. 

 

 

Peti

 

 

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) atende, atualmente, 238 crianças e adolescentes. A maior parte desse público estava na mendicância, reciclagem ou atuando como vendedor ambulante. “Mas também verificamos trabalho em cemitério, como flanelinha, embalando doces, em lava-rápido, na exploração sexual, trabalho doméstico, além de meninas trabalhando com costura”, reforçou a responsável pelo programa na Prefeitura, Ana Vitória Bachetto.

 

 

De acordo com ela, cerca de 80 por cento desses meninos e meninas são encaminhados pelo serviço de abordagem, mas toda a rede está sensibilizada e, no caso de identificar situação de trabalho infantil, também encaminha para o Peti que, além do apoio financeiro por meio do Programa de Transferência de Renda do Governo Federal Bolsa Família, oferece atendimento nos serviços da  rede socioassistencial do município.

 

 

Denúncia

 

 

Para denunciar casos de trabalho infantil doméstico, o Conselho Tutelar de Campinas deve ser acionado por meio dos telefones 0800-770-1085, 3236-3378 ou 3236-2349. Os demais casos devem ser denunciados ao Movimento Vida Melhor (MVM), pelo telefone (19) 3235-2288.

 

 

O MVM é um serviço especializado em abordagem de trabalho infantil que orienta e encaminha as crianças e adolescentes, de acordo com cada caso, aos serviços oferecidos pela SMASA.

 


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Crédito: Carlos Bassan

Foto: Faixas ajudaram a alertar a população | Crédito: Carlos Bassan

Faixas ajudaram a alertar a população

Crédito: Carlos Bassan

Foto: Apelo chegou aos motoristas | Crédito: Carlos Bassan

Apelo chegou aos motoristas

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Foto: Comprar balas nas ruas não ajuda as crianças | Crédito: Carlos Bassan

Comprar balas nas ruas não ajuda as crianças

Crédito: Carlos Bassan

Foto: Folhetos colaboram para a conscientização da sociedade | Crédito: Carlos Bassan

Folhetos colaboram para a conscientização da sociedade