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Semana Guilherme de Almeida promove concurso de poesia entre alunos


12/06/2017 - 14:33




A tradicional Semana Guilherme de Almeida, que acontece em Campinas de 4 a 11 de julho, inicia suas atividades preparatórias com uma novidade: nesta edição será promovido o concurso de poesia com a participação de cerca de 700 alunos do 9º ano de 15 escolas da rede municipal.
 
 
 
Para que os estudantes se inspirem, entre hoje e amanhã, no Salão Vermelho da Prefeitura de Campinas, representantes da comissão organizadora promovem encontros para revelar, de forma dinâmica, a vida e obra do importante poeta campineiro. 
 
 
A Semana Guilherme de Almeida é organizada por uma equipe formada pela Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Municipal da Educação, Câmara Municipal de Campinas, Academia Campinense de Letras, Centro de Ciências Letras e Artes, Academia Campineira de Letras e Artes, Pontifícia Universidade Católica de Campinas Departamento de Letras, Universidade Estadual de Campinas Centro de Memória, Instituto Cultural Guilherme de Almeida, Associação Brasileira de Artistas Líricos de Campinas (ABAL), Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro (ANLPPB), Polícia Militar, Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). 
 
 
 
O príncipe dos poetas
 
Guilherme de Almeida, poeta e ensaísta, nasceu em Campinas, em 24 de julho de 1890, e faleceu em São Paulo, em 11 de julho de 1969. Filho do jurista e professor de Direito Estevam de Almeida, estudou nos ginásios Culto à Ciência, de Campinas, e São Bento e Nossa Senhora do Carmo, de São Paulo. Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo, onde colou grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1912. Dedicou-se à advocacia e à imprensa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foi redator de O Estado de São Paulo, diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite, fundador do Jornal de São Paulo e redator do Diário de São Paulo.
 
 
 
 A publicação do livro de poesias Nós (1917), iniciando sua carreira literária, e dos que se seguiram, até 1922, de inspiração romântica, colocou-o entre os maiores líricos brasileiros. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna, fundando depois a revista Klaxon. Percorreu o Brasil, difundindo as ideias da renovação artística e literária, através de conferências e artigos, adotando a linha nacionalista do Modernismo, segundo a tese de que a poesia brasileira “deve ser de exportação e não de importação”. Os seus livros Meu e Raça (1925) exprimem essa orientação fiel à temática brasileira.
 
 
 
A sua entrada na Casa de Machado de Assis significou a abertura das portas aos modernistas. Formou, com Cassiano Ricardo, Manuel Bandeira, Menotti del Picchia e Alceu Amoroso Lima, o grupo dos que lideraram a renovação da Academia. Em concurso organizado pelo Correio da Manhã foi eleito, 16 de setembro de 1959, “Príncipe dos Poetas Brasileiros”.
 
 
 
Foi membro da Academia Paulista de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, do Seminário de Estudos Galegos, de Santiago de Compostela e do Instituto de Coimbra. Traduziu, entre outros, os poetas Paul Géraldy, Rabindranath Tagore, Charles Baudelaire, Paul Verlaine e, ainda, a peça “Entre quatro paredes”, de Jean Paul Sartre.