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Lançamento do prêmio Educar para Igualdade Racial será dia 13


09/04/2010 - 12:25




Ingrid Vogl

 

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, lança nesta terça-feira, dia 13 de abril, às 9h, no Centro de Formação, Tecnologia e Pesquisa Educacional “Prof. Milton Santos” (Cefortepe), a 5ª Edição do Prêmio Educar para a Igualdade Racial: experiências de promoção da igualdade étnico-racial em ambiente escolar, promovido pela Organização Não Governamental Ceert (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades). Durante a cerimônia, estarão presentes educadores da rede municipal de ensino e também da Região Metropolitana de Campinas.

 

O Prêmio Educar para a Igualdade Racial visa incentivar, difundir, apoiar e reconhecer o trabalho pedagógico anônimo e coletivo de educadores e de gestão escolar que acreditam em formas mais igualitárias de relacionamento entre diferentes grupos étnico-raciais que compõem a sociedade, além de garantir uma educação de qualidade. Reconhecido pelo Ministério da Educação como uma das principais ações realizadas pela sociedade civil para a promoção da igualdade étnico-racial na educação, o prêmio também auxilia na implementação da Lei 10.639/03, que dispõe sobre a temática étnica-racial no currículo escolar.

 

Ao longo dos últimos noves anos e de quatro edições, o Prêmio Educar para a Igualdade Racial constituiu um acervo de mais de mil práticas escolares, voltadas à educação das relações étnico-raciais. Desse acervo constam práticas desenvolvidas nos 27 estados da federação.

 

Até a terceira edição - realizada em 2006 - o Educar para a Igualdade Racial destinava-se apenas aos professores. A partir do quarto prêmio, o CEERT e o Grupo Santander Brasil inovaram, instituindo a categoria escola, com objetivo de estimular a institucionalização da prática pedagógica pela gestão escolar com ações que permeiem relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana.

 

Premiação

 

Os prêmios estão divididos em quatro modalidades: educação infantil, ensino fundamental anos iniciais, ensino fundamental anos finais e ensino médio. E em duas categorias, professor e escola. O prêmio é realizado bi-anualmente e só podem se inscrever práticas desenvolvidas até dois anos antes do ano de abertura do edital, sendo proibido concorrer práticas iniciadas ou que se iniciarão no ano de abertura.

 

Além de um prêmio em dinheiro, o pacote da premiação inclui curso de formação e ainda um acompanhamento de até 12 meses junto a duas escolas premiadas. O acompanhamento busca contribuir para o aprimoramento da institucionalização, e, aprender a difundir, o passo-a-passo de quem que faz bem em termos de implementação das diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais.

 

As inscrições poderão ser feitas até o dia 7 de maio via correio pelo endereço: Rua Duarte Azevedo, 737, Santana, CEP 02036-22 SP, ou pelo site: www.ceert.org.br . Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2978-8333. A partir dessa data, as práticas passam por uma triagem onde são verificadas se as condições de inscrições estabelecidas pelo edital foram cumpridas.

 

Após essa verificação, as práticas são encaminhadas para pareceristas de reconhecida experiência nas áreas de educação e de relações étnico-raciais. São analisadas por pelo menos dois pareceristas distintos que emitem pareceres acompanhados de comentários e recomendações. Nesta etapa são eleitas as práticas pedagógicas e de gestão finalistas, que serão encaminhadas para o júri final, responsável pela indicação das práticas premiadas.

 

Desde a criação do prêmio em 2001, a rede municipal de ensino de Campinas já foi vencedora três vezes em diferentes categorias, com trabalhos ligados ao programa Memória e Identidade: Promoção da Igualdade na Diversidade (Mipid), desenvolvidos nas unidades escolares municipais. Conforme a professora responsável pela Coordenadoria Setorial de Formação (Ceforma) da Secretaria Municipal de Educação, Sueli Gonçalves, a rede municipal de ensino deve ter vários trabalhos inscritos no prêmio, pelo fato de Campinas ser referência nacional em projetos que tratam da questão racial nas escolas. Há alguns anos, a Unicef definiu Campinas e Belo Horizonte como as cidades que são modelo nacional nesse tipo de trabalho educacional.