Distritos de Sousas e Joaquim Egídio, núcleo Carlos Gomes, Jardim Monte Belo e Chácaras Gargantilha
A aprovação da lei nº 10.850, que criou a Área de Proteção Ambiental - APA Municipal, gerou mais um instrumento para a política ambiental do município. A lei tem como objetivos principais conservação do patrimônio natural, cultural e arquitetônico, a proteção dos rios Atibaia e Jaguari para abastecimento público e o controle da urbanização e das atividades agrícolas e industriais dos distritos de Sousas, Joaquim Egídio e do núcleo Carlos Gomes, Jardim Monte Belo e Chácaras Gargantilha, que compõem a APA.
Para Campinas, a APA é uma área de grande importância ambiental, por ser a maior produtora de água do município, demandando assim a garantia da qualidade e quantidade dos recursos hídricos, da proteção de suas bacias para futuro abastecimento público e do controle das atividades agrícolas e industriais da região bem como da crescente urbanização.
Na APA também está a maior parte das matas naturais de Campinas. Atualmente, há somente 2% de Mata Atlântica remanescente no município e 60% delas estão na APA Municipal. Com aproximadamente 222 quilômetros quadrados de extensão, correspondentes a 27% da área total do município, a APA apresenta fauna e flora bem diversificadas: 250 espécies de aves, 68 de mamíferos, 45 de anfíbios e 40 de répteis. Nas matas é possível encontrar macacos, tatus, tucanos, maritacas, capivaras, sabiás, além de animais ameaçados de extinção como a jagüatirica, sussuarana, sagüi, lontra e paca Uma vegetação típica de ambientes rochosos, igualmente raríssima, também é encontrada na região.
O processo de estruturação da APA estabelece entre outras diretrizes a proteção da mata nativa e a recuperação das matas ciliares, prevenção de incêndios na zona rural, desenvolvimento de atividades agropecuárias condizentes com o equilíbrio natural, condicionamento de atividades de mineração a licenças ambientais prévias, estímulo a atividades turísticas não predatórias; adoção de políticas adequadas para futuros parcelamentos de solo e monitoramento daqueles já realizados bem como o desenvolvimento de programas adequados de manejo dos resíduos sólidos.
A lei de 07 de junho de 2001 estipula ainda a criação de um Conselho Gestor para garantir a participação autônoma e organizada da comunidade nas definições de políticas para o desenvolvimento sustentado na APA e também acompanhar a sua aplicação. Tendo a participação de representantes do Poder Executivo Municipal, da população e de organizações da sociedade civil, o Conselho foi criado pelo decreto 13.835, de 25 de janeiro de 2002.
Av. Theodoreto de Almeida Camargo, 1500 - Vila Nova
É uma reserva florestal que abriga o centro de experiências do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Possui no seu interior um nicho de rara beleza, que fornece informações fundamentais para a recuperação das áreas devastadas pela monocultura e outros fatores destrutivos da agricultura moderna.
A mata é composta por aproximadamente uma centena de espécies de árvores, onde destacam-se os jequitibás branco e vermelho (alguns com mais de 100 anos), as perobas, as canelas, os guaritás, os jacacatiás e as cássias, entre outras.
Existem também dezenas de espécies de aves e de mamíferos, além de diversas nascentes d'água que formam um riacho que corta a mata em toda a sua extensão. A área foi tombada pelo Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas) em 1.991.
Rodovia Heitor Penteado, altura do km 3,2 - Vila Brandina
Fone: 3252-9988.
Área da antiga fazenda Mato Dentro, depois incorporada ä Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, como Estação Experimental do Instituto Biólógico (a partir de 1937), e mais recentemente, ä Secretaria do Estado do Meio Ambiente; o Parque Ecológico nasceu de um Decreto do Governo Estadual de 1987 com o propósito de preservar e recuperar valores arquitetônicos e paisagísticos da região.
Com uma área de 110 hectares e projeto paisagístico de Roberto Burle Marx, a implantação do Parque Ecológico visou a recuperação e repovoamento vegetal de uma área de 2.850.000 m2 - com 1.100.000 m2 aberta ao público - com espécies da flora brasileira, espécies nativas da região da bacia do rio Piracicaba e algumas espécies exóticas, em especial as palmeiras.
O Parque Ecológico abriga também exemplares tombados e restaurados da arquitetura campineira do século XIX, entre eles, o Casarão, a tulha e a capela da antiga Fazenda Mato Dentro, espaços que integram um Museu Histórico Ambiental e o desenvolvimento de diversos programas de educação ambiental.
O Parque possui ainda 7 quadras poliesportivas (equipadas com vestiários), campos de futebol soçaite, quadra de bocha e malha, trilhas para caminhadas, pista de cooper, playground, áreas para piquenique, anfiteatro, e dois estacionamentos com capacidade para 1.000 carros.
Rodovia Campinas - Paulínia (SP332)
A Reserva Florestal doada à cidade de Campinas é um resquício de Mata Atlântica composto por 660 espécies vegetais e 885 espécies animais, numa área de 251 hectares. Administrada pela fundação José Pedro de Oliveira, a Reserva Florestal de Santa Genebra foi declarada ARIE - Área de Relevante Interesse Ecológico pelo Governo Federal em 1985, tendo sido tombada em 1983 pelo Condephatt (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), e pelo Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas) em 1992 tem acesso restrito a pesquisadores e à educação ambiental monitorada.
A Fundação desenvolve projetos visando a preservação da área e envolve a comunidade através da educação ambiental voltada para alunos das escolas da rede pública e privada, bem como instituições e entidades.
Instalado em uma área de 3 mil metros quadrados, o Borboletário é um complexo composto por um viveiro de borboletas, uma casa de criação, um jardim e um pequeno viveiro de plantas utilizadas para a alimentação das lagartas, permitindo a criação e monitoramento das mais de 600 espécies existentes no local. Essa abundância é justificada pela biodiversidade existente na Reserva.
O Viveiro conta atualmente com mais de 3.000 mudas de espécies nativas e o projeto de reflorestamento desenvolve um trabalho de recuperação das áreas degradadas.
As visitas monitoradas acontecem no último sábado de cada mês às 9h e às 10h30. A entrada é franca e é obrigatório o uso de calça comprida e calçado fechado.
Avenida Anchieta, nº 200 – Campinas - SP – CEP: 13015-904 — PABX: (19) 2116-0555 — CNPJ 51.885.242/0001-40
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